segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Antecipando o Natal!

Por razões pessoais antecipei o Almanaque do PORTAL de Natal, mas seu conteúdo foi, como sempre, selecionado cuidadosamente para que você, leitor amigo, pudesse usufruir do prazer de adentrar o Túnel do Tempo ao ler as HQs escolhidas, a maioria nostálgicas. 

Descrição sumária da edição:

CAPA
Ilustra a capa o tradicional PAPAI-NOEL (noel é natal em francês) cuja imagem  não foi criada pela Coca-Cola, como se costuma veicular, mas sim atualizada pelo marketing da ocasião (1930)...
.
Na verdade, “Em 1863 – o cartunista americano Thomas Nast criou a imagem do Noel quase igual à que conhecemos hoje. Seu trabalho foi parar na capa da revista Harper’s Weekly.

Santa Claus – 1863 – Harper’s Weekly


Thomas Nast
Ah! Thomas Nast também foi o criador da parte da lenda do Papai Noel morar lá no Polo Norte!


Papai Noel de Carl Stetson Crawford
Vários artistas foram recriando e redesenhando esse símbolo do Natal com o passar dos anos. Cada um, dando seu toque pessoal ao Papai Noel.


1902, Carl Stetson Crawford 

Em 1905, Carl Stetson Crawford ilustrou o volume XXXIII do livro 2 chamado St. Nicholas for Young Folks.



Carl Stetson Crawford 1905
Note que o Papai Noel já usava vermelho! Copyright © 2002-2011 St. Nicholas Center

Em 1930, quando o mito do senhor bondoso que entrega presentes em todas as casas do mundo na noite de Natal já estava enraizado no imaginário popular dos americanos, a Coca-Cola Company contratou o ilustrador Haddon “Sunny” Sundblom para criar sua campanha de Natal daquele ano.

Oficialmente, a primeira campanha da Coca-Cola usando o Papai Noel como garoto propaganda da empresa foi essa:

Haddon “Sunny” Sundblom
                                       
Tempos depois, muita gente acabou afirmando e acreditando que a fábrica de refrigerantes foi a criadora do Papai Noel “moderno”. Há relatos afirmando que as roupas do Santa Claus eram verdes e tiveram suas cores mudadas para o vermelho para se adequar às cores da Coca-Cola.

Acontece que o Bom Velhinho já usava vermelho muitos e muitos anos antes.

Aliás, A Coca-Cola não foi a primeira a usar o senhor Noel para ajudar a vender suas deliciosas bebidas! A White Rock Beverages usou Papai Noel para vender sua água mineral em 1915 Ginger Ale em 1923." (in http://www.e-farsas.com/papai-noel-foi-criacao-da-coca-cola-verdadeiro-ou-falso.html) .

ÍNDICE
Optei por priorizar a magnífica imagem de um Natal mágico, simbólico, com um gradiente resplandecente minimizando a lista do conteúdo que ficou restrita a uma faixa na base da imagem.

 CONVERSA DO EDITOR
Coloquei ao lado da Conversa do Editor uma coluna para homenagear os antigos Almanaques do Gibi da Primeira Era de Ouro dos Quadrinhos.

CONTEÚDO
Abro a edição com o conto A AIA, publicado na revista AVENTURAS HERÓICAS da editora paulista La Selva, um clássico do laureado escritor português Eça de Queiroz quadrinizado pelo excepcional artista E.T. Coelho.  

E a encerrei com uma aventura do Capitão Marvel – ora, veja só! -  perdidamente apaixonado por uma bela mulher, HQ publicada nos EUA pela editora Fawcett na revista WHIZ Comics 53, de abril de 1944, e no Brasil no O Globo Juvenil Mensal, também de número 53, de março de 1945, PORTANTO UM ANO DEPOIS!

HISTÓRIA DE NATAL
Na época natalina, os autores de Batman e Superman costumavam publicar histórias tendo como temas Natal e Papai-Noel. Encontrei na internet – a Insuperável, até agora, Biblioteca Universal –– um scan de uma história natalina de Batman, recente, épica e que ainda não conhecia, com desenhos majestosas. Trata-se de um verdadeiro Presente de Natal para você, leitor elite do portal. Basta conferir!

E MAIS, MUITO MAIS!
Mas, tem mais, muito mais! Os Clássicos da Era de Ouro (Brick Bradford, um viajante do tempo, de Clarence Gray e William Ritt; Brucutu,  de V.T, Hamlim; Fantasma, de Falk e Moore; Flash Gordon – em duas HQs: uma desenhada por Alex Raymond e outa por Al Williamson – qual a melhor? Spirit, de Will Eisner; Ferdinando, de Al Capp; Mandrake, de Falk e Davis; Popeye e o famoso Jeep que deu nome a um veículo utilizado na Segunda Guerra Mundial e que é fabricado até hoje, logicamente adaptado aos novos tempos, de E. C. Segar;  Príncipe Valente, de Harold Foster; Donald no Alasca, de Walter Disney; o Místico, o mágico, de Morgan Thomas, pseudônimo de  Eisner com desenhos de Powell; Black Hood – Titan, no Brasil – de Al Camy; Bob Fantasma, de King, da editora MLj; Superman, de Siegel e Shuster, do tempo da National, mais tarde DC; e finalmente o Capitão Marvel apaixonado, de CC Beck e Pete Constanza, da editora Fawcett.   

COMO LER A EDIÇÃO MONUMENTAL
Tente “folheá-la” para escolher uma de duas opções:  primeira, se quiser guardá-la para ler somente no Natal, aninhado num cantinho confortável de sua residência que o faça; mas se não resistir à espera, recomendo começar a lê-la agora mesmo – são 399 páginas que estão à sua disposição. Qualquer que seja a escolha desejo-lhe um Feliz Natal extensivos aos entes queridos!

José Pinto de Queiroz Fiho